terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sobre amizade e Lana Del Rey

You're the best


       Eu me lembro bem. Era um garoto esguio, pálido e magro sentado algumas carteiras ao fundo da minha. Aquele que causava burburinho por causa de um caderno diferente, com fotografias de artistas considerados estranhos por saírem fora do padrão da sala altamente sem graça. Não precisei dizer "oi", só precisei leva-lo a biblioteca com a garota tagarela e vê-lo erguer a mão imponente diante da professora estupida do museu de papelão. Foi o suficiente para saber que seria meu amigo, sabia, porque consegui enxergar nas entrelinhas nosso elo invisível, feito de musica, cinema, literatura, poesia e arte. Então ele veio até mim, e eu também fui até ele, porque nossos cérebros conversavam e se entendiam, eramos estranhos da mesma forma, ambos esquisitos falando de suas esquisitices sem parecer anormal, porque ele me compreendia e vice e versa.
       E foi assim que o inevitável aconteceu:  simples e de repente, porque amizades ensaiadas e planejadas não são tão divertidas quanto as que acontecem de surpresa, assim, em uma aula chata de artes, com momentos especias, assim, na quadra ouvindo a cantora com a coroa de flores pela primeira vez, a musica que falava sobre a tristeza de verão, mas que pra mim será sempre a responsável por um sorriso, pois aquele foi sem duvida um momento único e repleto de significados. E é mais uma vez ao som de Summertime Sadness que eu escrevo, estas palavras soltas que se desprendem, ganham vida e correm pra você, que como sempre sera o primeiro a lê-las.